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Por que você deveria assistir ao filme da Turma da Mônica

  • 2 de jul. de 2019
  • 6 min de leitura



Tivemos, nas últimas décadas, várias adaptações de desenhos e jogos para o formato live-action (com atores, atrizes ou animais reais, ao invés de se utilizar de desenhos ou imagens feitas por computador), mesmo que umas tenham sido mais bem sucedidas do que outras (como “Dragon Ball Evolution”, “Scooby-Doo!: O Filme” e “Peter Pan”). É inegável, entretanto, que atualmente a tendência de se produzir adaptações nesse formato tem crescido ainda mais, visto que temos vários live-actions de histórias da Disney lançados nos últimos anos (e vários outros planejados), filmes de jogos (como “Detetive Pikachu” e o vindouro filme do ouriço azul), e até mesmo de desenhos animados (como é o caso da adaptação de Dora, a Aventureira).

No próximo dia 27 de junho lança um dos filmes nacionais mais promissores – e, talvez, mais controversos – do ano de 2019, e este longa nada mais é do que um live-action de uma das turminhas mais conhecidas do país: a Turma da Mônica. Se você está lendo este texto, acreditamos que já lhe é familiar essa franquia que começou nos gibis, se estendeu para diversos filmes e séries animadas, gerou diversos itens comerciais e acabou por marcar a infância de muita gente; portanto, não focaremos em como surgiu a Turma da Mônica ou em quem são os personagens, e sim no porquê você, leitor, deveria assistir ao filme.

Primeiro Argumento: A história


Turma da Mônica: Laços é uma graphic novel escrita por Vitor e Lu Cafaggi para o conjunto GRAPHIC MSP, um projeto que visava deixar personagens da Turma da Mônica nas mãos de artistas independentes para que estes criassem releituras das obras de Maurício de Souza. Na história, que será idêntica à do filme, Cebolinha percebe que seu cachorro, o Floquinho, desapareceu, e conta com a ajuda de seus amigos mais próximos (Mônica, Cascão e Magali) para encontrá-lo. O grupo de amigos, entretanto, acaba entrando fundo nos bosques do Limoeiro atrás do animalzinho, e acabam se perdendo e se deparando com inúmeros problemas, como valentões, animais selvagens e até mesmo um criminoso violento.



Mesmo sendo um longa-metragem predominantemente infantil, Laços busca apresentar dois temas bastante comuns em filmes: o amor por animais de estimação e a importância de amizades verdadeiras. Aí eu te pergunto, quem não gosta de histórias que mostram a relação entre animaizinhos e seus donos?


Além disso, é importante falar que, pelo menos na graphic novel, Laços acaba tendo uma trama mais densa do que normalmente vemos nos gibis, abordando temas como desaparecimento de crianças, violência e até mesmo, em certo ponto, como pessoas lidam com a morte (calma, isso definitivamente não é um spoiler). Os personagens, que são bastante conhecidos por quem cresceu com essa turminha, também são mais explorados psicologicamente do que nos gibis, e vemos um plano infalível que pode ser, inclusive, o mais perigoso de todos.



Não é garantido que o filme seguirá completamente os quadrinhos, mas ainda assim se torna uma boa oportunidade de vermos uma releitura dos personagens que marcaram muitas infâncias, uma nova versão da turma que, desta vez, foi reimaginada por um diretor bastante competente (o qual citaremos jajá). Portanto, se você gosta de animaizinhos, filmes de amizade, tramas mais densas, ou até mesmo da Turma da Mônica, a história contada em Laços pode te surpreender bastante!


Segundo Argumento: Os atores


Desde atores já consagrados no mercado audiovisual brasileiro até novos ingressantes, Turma da Mônica: Laços conta com um elenco bem promissor. Entre os nomes mais conhecidos do filme, temos Monica Iozzi, Paulinho Vilhena e Rodrigo Santoro, três nomes bastante conhecidos do Audiovisual brasileiro. Mas, pra tentar te convencer, vamos falar dos elenco principal do longa-metragem – isso mesmo, os atores que vão dar vida à turminha.



Primeiro, Giulia Benite, a atriz mirim que vai dar vida à Mônica. É inegável que a caracterização da personagem está muito leal aos quadrinhos – talvez até a mais leal de todo o filme. Laura Rauseo, a Magali, também está bastante parecida com a personagem, apresentando também o gracejo que a personagem Magali precisa para dar certo.



Agora, falando das duas caracterizações mais controversas, temos Gabriel Moreira como Cascão e Kevin Vechiatto como Cebolinha – o único ator, dos quatro, a já ter participado de novelas. Muitos criticam o visual do Cebolinha do longa por “não ser tão parecido o bastante com os quadrinhos”, mas eu te pergunto, caro leitor, você realmente acredita que seria interessante vermos uma criança com cinco fios de cabelo em live action? E, em relação ao Cascão, muitos reclamam que o personagem deveria ter cabelos crespos, e não enroladinhos, mas mudanças no visual de personagens é sempre comum em adaptações live-action (quase todo live-action tem pelo menos um personagem bem diferente do material original, seja Vingadores, Aladdin, Scooby Doo, e até mesmo em quase todos os filmes do Homem-Aranha).

mais de sete mil inscritos para os quatro papéis, ou seja, os quatro atores foram escolhidos a dedo entre outras sete mil crianças em um longo processo de testes, e inclusive foram aprovados pelo próprio Maurício de Souza (se o próprio criador da Turma da Mônica aprovou os atores, quem somos nós pra dizer que não combinam com o papel?). E em segundo lugar, gostaria de ressaltar que cada um dos atores são extremamente fofíneos, o que certamente deve valer de alguma forma para o filme ser divertido. Vai dizer que esses rostinhos não te deixam com vontade de ver o filme?


Não tenho muito a falar neste tópico não, a não ser que o diretor do filme, Daniel Rezende, é o responsável por um dos melhores filmes nacionais que este que vos fala já viu: . Enquanto Rezende e Maurício eram entrevistados, as quatro crianças ficavam conversando e brincando entre elas, o que mostrou a boa dinâmica que tinham entre si (e, arrisco dizer, que se a dinâmica do filme for metade do que era a das crianças durante a coletiva, veremos uma boa proximidade entre os personagens). E, ao final da coletiva, enquanto se despediam, os atores do Cebolinha e do Cascão pegaram o coelhinho que estava com a atriz da Mônica, e começaram a jogar um pro outro, enquanto ela tentava pegar e Laura, a atriz da Magali, dizia pra eles devolverem o coelhinho. É possível dizer, portanto, que essas crianças, querendo ou não, JÁ SÃO a Turma da Mônica!


Terceiro Argumento: O diretor


Não tenho muito a falar neste tópico não, a não ser que o diretor do filme, Daniel Rezende, é o responsável por um dos melhores filmes nacionais que este que vos fala já viu: Bingo, o Rei das Manhãs. O filme consegue encantar tantos cinéfilos acostumados com obras mais densas e profundas, quanto pessoas que o assistem só pelo entretenimento. Se Daniel Rezende consegue fazer um filme tão bom sobre a história do palhaço Bozo, acredito que, certamente, ele conseguiu fazer um bom trabalho com a Turma da Mônica.


Quarto argumento: Valorização do cinema nacional


Tá, eu entendo se você me disser que prefere filme internacional... Sim, eu realmente entendo. Mas, ainda como brasileiros, devemos valorizar a nossa cultura e o conteúdo que produzimos, porque só assim vamos conseguir, um dia, produzir obras audiovisuais tão grandes (no sentido de efeitos especiais, produção, visibilidade e bilheteria mundial) quanto aqueles filmes internacionais que você está pensando nesse exato momento. Mesmo que você não goste tanto de filmes nacionais, se não valorizarmos o que produzimos nesse país, quem vai?


Quinto Argumento: É a FUCKING Turma da Mônica!


Se esse grupo de amigos do bairro do Limoeiro também fez parte da sua infância, volto a dizer que vale muito apena assistir este longa-metragem, até porque é a primeira vez que vemos a turminha em live action. O filme, certamente, estará REPLETO de referências ao universo criado por Maurício de Souza, e podemos ver várias destas referências no próprio trailer, como os personagens Titi e Aninha, Horácio, Louco e até mesmo o Louco. Com certeza vai ser uma ótima oportunidade de relembrar as páginas dos gibis que marcaram tantas pessoas ao longo dos anos.

Vale ressaltar também que o próprio Maurício de Souza, na pré-estreia do longa-metragem, chorou ao prestigiar suas histórias ganhando vida nas telonas. Se o próprio Mauricio, que criou as histórias tantos anos atrás, chorou ao ver o live-action, então com certeza o filme é bastante leal à essência dos quadrinhos.

Finalizo, assim, afirmando que se você gosta de animaizinhos, tramas mais densas, histórias de amizade, crianças fofíneas, boas atuações, direção competente, da Turma da Mônica ou até mesmo acredita que a cultura nacional merece ser valorizada, então, caro leitor, você PRECISA ASSISTIR “TURMA DA MÔNICA: LAÇOS”!

Você pode assistir, a seguir, o trailer e o primeiro minuto do filme:





Está matéria foi escrita por:




Leonardo Duarte


"Pra que apenas dar nós, se você pode construir laços?"





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